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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Estrutura e Formação das palavras

 A palavra é formada por diferentes elementos que compõem a sua estrutura. Chamam-se morfemas ou elementos mórficos (do grego “morphé” - forma) as unidades significativas formadoras das palavras.

relamp – adeja                           relamp – eia                             relamp – eja

Morfemas são as unidades mínimas de caráter significativo, capazes de se articularem entre si para constituir a palavra.

Estrutura das palavras

As palavras podem apresentar os seguintes elementos mórficos:

RADICAL
É o elemento principal da palavra, a base de seu significado. O radical não sofre variação.
Em relampeja, o radical é relamp (elemento invariável).
Em pedreiro, o radical é pedr.

Os radicais são elementos comuns às palavras da mesma família etimológica (da mesma origem). Há inúmeros radicais gregos e latinos que formam famílias etimológicas.



autonomia

auto -
autobiografia
radical grego

autógrafo

demo -
democracia


demografia


demagogo





verminose

vermi -
vermífugo
radical latino

vermiforme

multi -
multiforme


multívoco


multidisciplinar

Chamam-se cognatas as palavras que conservam o mesmo radical.

port – a                                     port – eiro                               port - ão
mar                                           mar – inho                               mar - ujo
des – conhec – ido                   des – conhec – imento

AFIXOS
São os elementos significativos secundários, juntados ao radical para formar palavras novas. Quando o afixo vem antes do radical, chama-se prefixo, e quando vem depois, sufixo.
Em refeito e sobrevivência há os prefixos re e sobre, respectivamente; em bondoso e arruaceiro há os sufixos oso e eiro.
Não existe, em nossa língua, palavra que tenha mais de três prefixos: in + de + com + por.



Como distinguir a desinência do sufixo?
O sufixo forma vocábulos novos, ao passo que a desinência apenas exprime flexões.

DESINÊNCIA
É o elemento que indica a flexão do nome e do verbo.
As desinências nominais caracterizam as variações de gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural) dos nomes.
    cas                  a                        s
                                                             (des. de gênero)   (des. de número)

As desinências verbais indicam as variações de pessoa (primeira, segunda e terceira), de número (singular e plural), de tempo (presente, passado e futuro) e de modo (indicativo, subjuntivo e imperativo) dos verbos.
falá                 va              mos
(des. de modo       (des. de número
e tempo)               e pessoa)

VOGAL TEMÁTICA
            É o elemento que vem após o radical, indicando a qual conjugação (primeira, segunda ou terceira) pertence o verbo.
lutávamos         – a –     1ª conjugação
vence               – e –     2ª conjugação
mentimos         – i –      3ª conjugação

Nem sempre essa vogal aparece, formando-se palavras atemáticas. Observe:

ando => and: radical; o: desinência
bebia => beb: radical; ia: desinência

            Existem, além das vogais temáticas verbais, as vogais temáticas nominais, que formam os temas nominais, todos com –a, -e, -o átonos finais e referem-se a um substantivo ou adjetivo. Observe:
cama => cam: radical; a: vogal temática
breve => brev: radical; e: vogal temática
susto => sust: radical; o: vogal temática

TEMA
            É a união do radical com a vogal temática. Não havendo vogal temática, o tema coincidirá com o radical.
pedra => pedr: radical + a: vogal temática = pedra: tema
vendemos => vend: radical + e: vogal temática = vende: tema

VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO
  Em determinadas palavras aparecem vogais e consoantes de ligação, além dos elementos mórficos assinalados. Tais vogais e consoantes são desprovidas de significação (não são morfemas) e intercalam-se no vocábulo somente para facilitar a pronúncia.

gas – o – duto                          cha – l -eira
brasil – i – ense                       café – t – eira



quarta-feira, 11 de maio de 2011

Vozes Verbais

Resumo retirado do site http://www.brasilescola.com/gramatica/vozes-verbais.htm

Voz ativa
Neste caso, o sujeito é o agente da ação verbal, ou seja, é ele quem a pratica. Observemos o exemplo:
O repórter leu a notícia
Sujeito agente Verbo na voz ativa

Voz passiva
Nela, a situação se inverte, pois o sujeito torna-se paciente, isto é, ele sofre a ação expressa pelo fato verbal. Vejamos:
A notícia foi lida pelo repórter
Sujeito paciente Verbo na voz passiva

Podemos perceber que o agente, neste caso, foi o repórter, que praticou a ação de ler a notícia.

A voz passiva apresenta-se em dois aspectos:


Voz passiva sintética
– Formada por um verbo transitivo direto (ou direto e indireto) na terceira pessoa (do singular ou plural) mais o pronome “se” (apassivador).

Exemplo:

Praticaram-se ações solidárias
Voz passiva sintética Sujeito paciente

Voz passiva analítica Formada pelo verbo auxiliar (ser ou estar) mais o particípio de um verbo transitivo direto (ou direto e indireto).

Exemplo:

Ações solidárias foram praticadas
Sujeito paciente Voz passiva analítica

foram – verbo ser / praticadas - particípio

Voz reflexiva
Ocorre quando o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo, ou seja, ele tanto pratica quanto recebe a ação expressa pelo verbo. Conforme demonstrado a seguir:
A garota penteou-se diante do espelho
Sujeito agente Verbo na voz reflexiva